NOTÍCIAS

TRÂNSITO: Álcool e drogas são responsáveis por 60% dos acidentes com vítimas fatais

  • Gente Seguradora -

A servidora do Instituto de Análises Forenses do IGP/SC Ellen Marcelina Spillere Scheeren apresentou no último mês uma dissertação no Curso de Mestrado Profissional em Farmacologia, da Universidade Federal de Santa Catarina, em que avaliou a prevalência de substâncias psicoativas em vítimas fatais de acidentes de trânsito ocorridos na região sul de Santa Catarina entre os anos de 2015 e 2018. O estudo apontou que 60% das vítimas, incluindo condutores e passageiros, apresentaram resultado positivo para ao menos uma substância psicoativa.

O trabalho foi desenvolvido com os dados do IGP/SC e foi executado sob orientação da professora Dra. Alcíbia Helena de Azevedo Maia, do Departamento de Patologia/Centro de Ciências da Saúde da UFSC.

Após análise dos registros policiais e laudos toxicológicos das vítimas fatais atendidas pelo Instituto Médico-Legal do IGP de Tubarão/SC, o qual abrange 14 municípios, foram constatadas no período estudado 219 vítimas fatais de acidente de trânsito.

As substâncias encontradas com mais frequência entre as vítimas fatais foram: álcool (45%), fármacos para aliviar a ansiedade e insônia (benzodiazepínicos; 12%), cocaína (9%), Cannabis ou maconha (7%), e outros (6%), que incluem analgésicos opioides, fármacos antidepressivos e anfetaminas. Em um quarto dos casos foi identificado o uso associado de álcool com outra substância psicoativa supracitada.

Em relação ao perfil das vítimas, 85% delas eram do sexo masculino, 69% eram condutores de motocicleta, automóvel ou caminhão, e a maioria tinha entre 25 e 40 anos. Quanto ao período das ocorrências, a maioria das fatalidades ocorreram aos finais de semana e durante o período noturno.

Para que serve o 'buraco' no fundo das garrafas de vinho ? Anterior

Para que serve o 'buraco' no fundo das garrafas de vinho ?

Covid-19: Brasil tem 18,3 milhões de casos e 512,7 mil mortes Próximo

Covid-19: Brasil tem 18,3 milhões de casos e 512,7 mil mortes

Deixe seu comentário